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September 21 2014

20:10
18:43
18:43
14:55

Quando os olhos se afastam...

Quando os olhos se afastam
nasce a saudade,
cresce a dor de amor,
o coração fica em pedaços
os corpos seguem em caminhos opostos
sem rumo, agonizando...
e olhando para trás já não se avistam!

José Manuel Brazão

September 20 2014

22:47
22:20

Navego no teu corpo

Navego nas tuas águas
que deixam em meu corpo
essa maresia de amor
visto-me de tua pele,
sirvo-me de teus segredos,
provo da boca doces beijos
entre desejos;
sentires e prazeres,
abrigando o meu amor
em teu corpo,
com tuas luas e mistérios;
rendido por inteiro a mim!

José Manuel Brazão

22:06

QUEM SERÁ A RAINHA DA PRIMAVERA?



Os meses que mais gosto, não exatamente nessa ordem, são: Março, porque é meu aniversário, claro rs rs. Adoro fazer aniversário, mesmo com essa ideia de que a gente está ficando velho. Não ligo muito para isso. Maio, por ser o mês das noivas e das mães. É um mês romântico, maternal, é outono, quando as coisas se desfolham, uma etapa necessária, dando sempre a ideia de um novo tempo por vir. Gosto dessa simbologia inteligente da natureza dando-nos exemplos de vida. E setembro... porque começam aparecer as sabiás nos galhos das árvores cantando toda a sua fragilidade e beleza ao mesmo tempo, não sei se tristes ou felizes, não consigo distinguir isso ainda como poeta, mas estão lá cantando, e eu acho lindo demais. Às vezes parece lamento, às vezes, parece um grito alegre dizendo: " Eu estou aqui ". Gostaria de poder pegá-las nas mãos. Gosto também por ser aniversário de minha mãe, dia 22, e por ser a entrada da primavera. Lembram do outono lá atrás se desfolhando, preparando a renovação? Pois é... a primavera dá a ideia de que o novo tempo chegou. É só olhar as ruas, os jardins, os ipês... as acácias. Mais uma vez a natureza dando-nos dicas de bem viver. Bom seria se fosse assim também em nossos corações. Mas me lembro de algo especial. Gostava quando chegava setembro, tinha toda uma campanha pró natureza, incentivos de " plante uma árvore e seu filho terá uma sombra", eu me sentia engajado junto com os colegas. Lembro de duas passagens bem marcantes. Numa, a professora colocou sobre cada carteira, uma folha com desenhos de árvores, sol, rios, pássaros, tudo em branco, e no topo, tinha uma pergunta : "É num planeta assim que você quer viver? Ela leu a frase em voz alta, e depois de respondermos numa só voz que não, fechou dizendo mais ou menos assim: "Então, podem colorir do jeito que vocês quiserem, mas façam do planeta que está nas mãos de vocês, um lugar bem bonito. Essa folha é o planeta.". Isso foi bem emblemático para mim. E a outra passagem... eu gostava de escrever meu nome nas árvores usando pregos. A professora me disse que as árvores também sentiam dor, fiquei arrependido e nunca mais fiz. Inesquecível mesmo era quando ia ter a festa da primavera, nós alunos saíamos às ruas para conseguir donativos, prendas, alimentos não perecíveis, doações enfim, para festa do grande dia da escolha da RAINHA DA PRIMAVERA, tinha bailinho, e tudo mais. Para mim era excelente, além de ganhar pontos no boletim já que eu não era um primor de aluno aplicado, sair andando pelas ruas, sendo útil e me divertindo com os colegas ao mesmo tempo. Eu sempre com a camisa no ombro, ou n cintura. muito suado, as maçãs do rosto vermelhas de sol, falando o tempo todo ( como eu falava ), tocando as campainhas, às vezes vinha gente bem humorada atender, às vezes nem tanto. Mas eu não estava nem aí. Teve um dia que um cachorro quase me mordeu, cheguei muito perto do portão que era baixo... puxa, foi um susto. Tinha um escorregador numa praça que eu tinha que passar lá, nem que fosse para dar pelo menos uma escorregadinha, e os amigos gritando: "Anda, Carlos, tá ficando tarde, tá atrasando a gente". Quando chegávamos  com as mãos cheias, víamos que as professoras ficavam felizes, e aquilo para nós alunos, era tudo. E no dia da grande festa, no palanque, as mocinhas bonitas, bem vestidas, enfeitadas, desfilando no palco, embaixo a torcida, das mães principalmente... meninos assobiando, outros comendo. Uma algazarra do bem. E no final, como uma miss a vencedora do ano anterior passava a faixa à vencedora atual. MÁGICO! Um dia numa dessas festas, alguém escreveu uma faixa assim: A PRIMAVERA É A RAINHA!
Meu Deus! Como conseguiram acabar com tudo isso?
21:11
19:58
00:12

September 19 2014

21:55

AS VALQUIRIAS



No espaço intermédio da paixão
Há nuvens de espesso negro
Há uma gaivota em jaula de sal
Há quem me entenda sem levar a mal

Há um frio nos abismos dos poros mais suaves
Já não sinto o cheiro da alegria
Há mulheres que escondem as mãos por entre o sonho
E há a noite onde repouso lembranças felizes até ser dia

Já risquei o Mundo do meu habitar
Este medo de estar por cansar
Esta solidão baloiçando no infinito
Este desprezo de cada hora, o grito

No espaço provável do amor
Perdi os contornos de um rosto de meigo olhar
Sou uma espécie de criança exigindo um nome
Sou alguém que se perdeu do amar

Há ainda neste peito qualquer coisa
Um punhado de amor esperando o despertar
Ás vezes rio-me de ser infeliz
Hoje a palavra recolheu-se amarga, confundi o partir com chegar

Adormeceram já as hortênsias
Vestidas de suave carmesim
O céu pranteou gotas de azul
Este palácio carbonizado do poema que há em mim

No campo da memória só encontro facas luzindo
Semeei esperanças de silêncio quente
Pela erva molhada se espalharam as contradições
A vida deu-me e tirou-me um presente

Puta da vida!
Tão sem rosto e sem sol
Um trevo de quatro folhas dá azar
Sete ondas, sete marés uma onda para me levar

Para onde...?
Na distancia o silêncio é coisa demorada
Nesta carne há luas e mares a desbravar
Tudo o que se move pode sentir, tudo, nada!?

E depois há as mulheres lindas às vezes
E gente de corpo e almas vazias
De tão cansado esta tarde adormeci
E sonhei com...As Valquirias...
20:54

Saudade louca por ti

Saudade louca por ti
desse teu olhar,
cheiro e sentir,
que juntem os corpos
numa fusão de almas!

Por momentos
distantes pelo mar
e próximos pelo amar,
nunca negaremos
este viver puro
que abraçaremos
nesta Vida sem fim...!

José Manuel Brazão
20:50

Sonho lindo

Ainda não acordei
deste sonho lindo
- nunca foi sonho –
vivido cada instante,
com o tempo não parando
e nos deslumbrando
com este amor assim...

Não foi conto de fadas,
nem paraíso inexistente,
foi amor caloroso,
forte, convicto,
cada vez mais exigente
pedindo a cada um de nós
e ignorando os limites
que em tudo existem!

Ainda assim
se pudéssemos
jamais acordaríamos...!



José Manuel Brazão

September 18 2014

19:43
17:37

O Poeta e as rosas

No jardim  do meu coração
vejo as rosas
que exalam amor!
Cuido delas
como se fossem crianças,
donzelas ou mulheres!
Logo pela manhã
sorriem
para cuidar delas:
ficarão viçosas,
generosas,
sedutoras
e carinhosas,
para o poeta
mais uma vez
se inspirar
na paixão,
no amor,
no romance
e no sonho!
Mais tarde
e na vida,
terei alegria
por praticarem
o que lhes ensinei
no jardim
do meu coração
e expresso
através da Poesia!

José Manuel Brazão
14:33
14:33
13:46

A Vida cresce dentro de mim...

Uma lágrima anuncia a minha saudade

à espera da tua metade

que ainda não mora em mim!


Olhando o céu

procuro o nosso vento amigo,

que traga o eco das tuas palavras

e teu nome como brisa de amor.


José Manuel Brazão
12:58

A FADINHA E O BRUXINHO - DANÇANDO NA PRAÇA

(imagem quararema.sp.gov.br )

No último conto, o Bruxinho e a Fadinha foram designados a se mudarem para o mundo dos humanos, pois, esses estavam destruindo a natureza de seu planeta, e sua missão era fazer  com que despertassem para a consciência da preservação. Um dia o Bruxinho percebeu a Fadinha meio tristinha:  "O que houve meu bem? Parece incomodada". Ela respondeu: "Sim, querido Bruxinho! Há anos viemos para esse mundo para tentar ao menos tocar o coração dos humanos, sobre a própria vida deles. No entanto, tenho saudades de nosso Reino Encantado. Sinto falta de tudo de lá". O Bruxinho disse: "Eu também, minha Fadinha. Mas nossa missão ainda não terminou, aliás, nem sei quando vai terminar. Veja lá fora quanta destruição". Ela entendeu em parte: "Sim... parece que não adiantou muito, mas a missão não terminou não por nossa culpa, fizemos a nossa parte. Andei lendo sobre a história daqui, e vi que um grande líder (Gandhi), desses que vêm do céu para deixar boas mensagens, disse que se você conseguir levar a paz ao coração de pelo menos uma pessoa, você terá melhorado o mundo. Assim é nosso caso, não conseguimos convencer a todos os  humanos, mas vários nos ouviram e cuidaram da natureza, e tenho certeza de que melhoramos esse planeta sim. Vamos falar com o Grande Mestre, talvez ele nos entenda, e nos deixe voltar". Ele concordou rapidamente, não discutia muito com ela: "Vamos tentar, meu bem". Sentados  em posição de yoga, de frente para o outro, de mãos dadas, mentalizaram e se sintonizaram com o Mestre, que os atendeu: “Pois não, meus amados. O que desejam?”. “Queremos fazer um pedido, Mestre”.  “Prossiga”, disse ele. O Bruxinho usou os mesmos argumentos que a Fadinha lhe havia exposto  anteriormente. O Mestre pensou, e respondeu:  “Tenho acompanhado o empenho de vocês, sei que não estava fácil, e não é justo passarem suas vidas distantes de seu Reino Encantado, esse sim, muito bem cuidado por vocês, e é lá que vocês são realmente felizes. Estão autorizados”. Depois de agradecerem , despediram-se do Mestre, e se abraçaram, mas sem perda de tempo, pegaram as crianças, deixaram  tudo para trás, e se dirigiram ao portal imaginário que só eles podiam ver, e que levava ao mundo mágico, onde se conheceram, se amaram, lutaram juntos e se casaram. Quando lá chegaram, viram que o Reino Encantado ainda estava lindo, muito bem zelado pelos duendes, pelos elfos e pelos súditos. Não podia ser diferente, foi grande alvoroço em torno deles; borboletas, passarinhos, outros animais, os duendes, súditos, todos enfim com grande alegria. Os filhinhos deles então, mais felizes ainda. O Bruxinho entusiasmado, falou:  “Isso merece uma festa no castelo". A Fadinha, meio discordando, levantou o dedinho ( nunca vi gostar de ser mandona assim), e decretou: "Eu não quero festa no castelo. Essa vai ser na praça central". O Bruxinho não entendeu nada: "Na praça? Como assim? Todas as festas foram no castelo". Ela reafirmou: "Pois vamos mudar dessa vez pelo menos, é uma ocasião especial. Vi uma festa assim lá no mundo dos humanos, e gostei. E nada de música clássica, balé, valsa, nada disso". É a libertação da mulher até no mundo encantado. O Bruxinho continuou sem entender, mas não era hora de discutir com a amada: "Bem... você sabe o que faz né, Fadinha?". A festa começaria na sexta-feira e duraria até domingo. E assim foi. Mas no decorrer da festa, a Fadinha estalou os dedos, e uma música diferente começou a tocar, e somente a Fadinha dançava com o Bruxinho meio atrapalhado, enquanto todos assistiam aquela dança diferente, engraçada para eles porque não conheciam, até que algumas amigas perguntaram:  "Fadinha amiga... de onde trouxe essa dança estranha? Parece gostosa de dançar". Sem largar o Bruxinho e muito assanhada, ela respondeu: "O mundo dos  humanos pode ser complicado, mal cuidado, mas tem umas coisas boas também... o forró  é uma delas. Essa dança se chama forró. Venham... peguem seus pares e dancem também". De repente a praça se transformou num grande salão ao ar livre, era um tal de bate  coxas, rebolados, uns aprenderam fácil, outros atrapalhados, o que importava era a alegria geral.  A Fadinha quase matou o Bruxinho de dançar...  e ainda tomaram umas caipiroscas nas barracas para namorarem mais tarde. E assim foi o retorno da Fadinha e o Bruxinho ao Reino Encantado.
08:13
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